Déficit habitacional é de 10 mil moradias
A tribuna, 26/08/2000

Candidatos abordam a questão e apresentam seus planos
para diminuir o grave problema existente na cidade

Mansur quer regularizar áreas ocupadas
Candidato à reeleição pela coligação União por Santos, o prefeito Beto Mansur afirma que vai trabalhar a questão habitacional do próximo mandato visando a construção de novas moradias. E mais: pretende promover a regularização fundiária de áreas ocupadas no passado "e ainda investir na implantação e melhoria da infra-estrutura de núcleos residenciais, ações que já começamos a desenvolver neste primeiro governo".
Masur promete combater o déficit habitacional de forma "integrada e participativa, mas principalmente de maneira economicamente viável para a população de baixa renda". O prefeito fala em fortalecer a representatividade junto aos governos Federal e Estadual para garantir dotações orçamentárias para a implementação de mais moradias.
Para o próxmo ano, destaca o prefeito, já está garantida a inclusão de Santos no subprograma de Urbanização de Assentamentos Subnormais do Governo Federal e atrabés da cohab o Município peliteou a participação no Programa Habitar-Brasil/BID para a continuidade do projeto Vida Nova no Dique.
"O nosso plano habitacional para o segundo mandato inclui também a construção de 370 novas unidades habitacionais na Via Pelé II, através do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) da Caixa Econômica Federal em área de 26 mil metros quadrados".
Mansur diz ainda que pretende construir 350 novas moradias em áreas da Codesp cedidas à Prefeitura pela Secretaria do Patrimôni da União (SPU) e que serão financiadas também por meio do mesmo programa PAR. "A área total em que serão erguidas as novas habitações corresponderá a 13.700 metros quadrados".
Para o próximo mandato, o prefeito também pretende viabilizar a construção de novas unidades através do sistema de exploração construtivo, "instrumento urbanístico cuja regulamentação foi possível graças à aprovação do novo Plano Diretor do Município, em 1998".

Cascione fala em espaços e recursos
O candidato do PTB, Vicente Cascione, quando foi solicitado por A Tribuna para que enviasse o resumo de suas propostas para a habitação, optou por discorrer sobre as limitações na forma de atuar do prefeito nesta área.
"Qualquer projeto que envolva habitação depende de dois fatores. O primeiro é a disponibilidade de espaço físico que não se resolve sem uma solução integrada da metropolização. Portanto, esse primeiro ponto não de pende de uma decisão isolada do prefeito de Santos".
Ainda segundo Cascione:"Os recursos financeiros dependem do Governo Federal, Estadual ou de financiamento proveniente de instituições dispostas a atender essas carências. Mas, de qualquer modo, nenhum financinamento ou recursos virá sem a elaboraçao de um projeto formal apresentado pela Prefeitura ou por prefeitos".
A prioridade para o setor, segundo o prefeiturável, é a continuação do projeto do Dique da Vila Gilda, "que não se dissocia da necessidade que o mesmo processose desenvolva no Dique de São Vicente e isso envolve també a eliminação do Lixão do Sambaiatuba, tudo dentro da solução metropolizada". Cascione recordou ainda que "a parte edificada do Dique da Vila Gilda deveu-se, quase que integralmente, às verbas conseguidas por mim, quando exerci meu mandato de deputado federal".

Edmur defende a agência de fomento
Rever a política habitacional e o papel ada Cohab, propondo sua extinção para dar lugar a uma agência habitacional enxuta e voltada à Administração e fomento. Esta é uma das propostas para o setor de habitação do candidato da coligação É Hora de Seriedade, Edmur Mesquita. "O modelo de política habitacional adotado na Cidade, baseado na Cohab, está falido." Segundo o prefeiturável, "há uma enorme demanda reprimida por hjabitações populares e médias e o atendimento dessa demanda deve se dar em bases economicamente viáveis".
Edmur entende que o Centro da Cidade somente pode ser recuperado "pela existência de moradias e moradores". Isso garantiria, no seu entender, o sucesso de projetos vinculados à recuperação do patrimônio histórico e criação de atrações turísticas nesta área.
Ainda sobre o Centro, ele tem como meta articular um projeto integralpara esta área, combinando investimentos públicos e privados, nacionais e estrangeiros. "Isto para gerar modalidades como locação social, eliminando cortiços e desenvolvendo até projetos turísticos".
O candidato do PSDB pretende desenvolver projetos de urbanização e de organização urbana de áreas faveladas e de instalação desordenada, em conjunto com um usforço de regularização fundiária e fornecimento de cestas básicas de material de construção.
A retomada do Projeto Dique, com recursos do Programa Habitar Brasil (do Governo Federal), e a elaboração de um completo diagnóstico habitacional da Cidade - atualizando as informações - são outras duas propostad de Edmur Mesquita.
Para o prefeiturável, o atual quadro de habitação de Santos pode mudar se forem reconhecidas as enormes possibilidades de ações combinadas de diferentes modalidades de solução. "Como nos mostra o projeto que está em andamento de eliminação de cortiços do centor, executado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (CDHU>".

Telma dá destaque às parcerias no setor
O plano de governo da Frente Popular Democrática (da candidata Telma de Souza) destaca o papel do Poder Público local como fomentador e viabilizador da parceria entre proprietários de terrenos, emrpeendedores da construção civil e movimentos por moradia, articulando-os com os instrumentos urbanos municipais (Zeis, operações interligadas e outros) e os programas existentes nas esferas Estadual e Federal.
Ainda de acordo com Telma de Souza: "Vamos resgatar as bases legal, institucional e financeira que permitiram iniciar o enfrentamento do problema habitacional, a partir de 1989, e restabelecer o arcabouço adminstrativo que dava sustentação a esta política: a Cohab, administrações regionais da Zona Noroeste e dos Morros e secretarias de Meio Ambiente e Assuntos Jurídicos".
O plano de governo da Frente Popular Democrática tem entre suas propostas para habitação a criação do Banco da Casa, que é uma linha de crédito para pequenos financiamentos destinados à reforma, à ampliação ou à eliminação de riscos de moradias. "Vamos integrar à proposta o resgate do Programa de Moradia Econômica, com assessoria técnica na elaboração dos projetos habitacionais".
Outra propasta da candidata é a realização e retomada de projetos de regularização fundiária e urbanística, com a execução de intervenções graduais, variando desde melhoria pontuais até a urbanização plena.
Na área da locação social, Telma quer ampliar a atuação nos cortiços de Santos, tanto na reforma das edificações quanto por meio da construção de novas habitações.
A Frente Popular Democrática também entende ser necessário retomar as instâncias de discussão com o Conselho Municipal e Conselho Popular, estrutura o Conselho Municipal de Habitação como órgão de controle social e realizar a 4ª Conferência Municipal no primeiro ano de governo.

Tomas vai avaliar potencial financeiro
O candidato da coligação Renova Santos, Tomas Soderberg, tem elaborada uma proposta habitacional considerando o déficit de 10 mil moradias, no qual estão incluídas cerca de 4 mil pessoas que moram em palafitas.
"Qualquer proposta habitacional direcionada para quem mora nas palafitas precisa necessariamente levar em conta o potencial financeiro de cada um. Moradias com custo em torno de R$ 30 mil tornam-se inviáveis a este segmento da sociedade. É necessário optar por soluções mais baratas, mas ainda assim dignas, seguras e duradouras".
Para esta parcela, Tomas apresenta a proposta de casa de alvenaria, pré-fabricadas, com portas e janelas de madeira ou de alumínio, com três ou quatro cômodos, além de cozinha e banheiro, com sistema de esgoto, água encanada e luz individualizada.
"São casas de 30 a 60 metros quadrados, cujo custo de material varia de R$ 4.500,00 a R$ 6 mil. Este é o preço do kit de material de cosntrução".
Ainda de acordo com o candidato do PST, "estas casas podem ser levantadas em poucos dias, em menos de uma semana, no sistema de multirão'.
Quanto ao terreno, segue explicando Tomas Soderberg, as várias Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) devem ser compradas pela Prefeitura, em uma destinação específica à cnstrução de habitações populares.
O prefeiturável assinala que a viabilização financeira deste projeto está ligada a uma destinação de 2% a 3% do total do orçamento da Prefeitura. "De R$ 8 milhões a R$ 10 milhões podem e devem ser destinados, anualmente, para o setor habitacional. Para tanto, devemos criar o Banco Municipal da Habitação".
Para Tomas, as áreas liberadas pelos moradores das palafitas, "devem ser urbanizadas, na maioria delas, ajardinadas, permitindo mostrar a beleza natural como o delta do Rio Casqueiro, o Largo do Pompeba, o Rio São Jorge e outras áreas".




Frente parlamentar quer Ministério para a habitação
Jornal Vicentino - 28 de julho de 2000

Brasília (Agência Brasil - ABr) - A criação de um Ministério para tratar de assuntos específicos relacionados à moradia pode contribuir para reduzir o déficit habitacional, atualmente calculado em 10 milhões de unidades. Esta é uma das propostas da Frente Parlamentar da Habitação e Desenvolvimento Urbano da Câmara. As frentes parlamentares são informais e reúnem grupos de deputados que pretendem defender determinada causa no Congresso.

O coordenador da Frente da Habitação, deputado Ricardo Izar (PMDB-SP), anunciou no "Jornal da Câmara" que os parlamentares preparam documento para ser entregue ao presidente Fernando Henrique Cardoso sugerindo a criação, também, de um índice especial para o financiamento na área habitacional, e o aumento dos recursos destinados à moradia no Orçamento da União.

Segundo Izar, o documento pretende mostrar ao governo que, se a caderneta de pupança e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço forem bem utilizados, se os recursos do Orçamento da União para as moradias sociais forem aumentados, se for intentivada a vinda de capital estrangeiro para o Sistema de Financiamento Imobiliárioo - proposta aprovada pela Câmara e pelo Senado, "haverá melhora no setor de habitação, porque o déficit atualmente chega a 10 milhões de unidades".

Izar anunciou que a Frente vai lançar, nos próximos dias, um serviço de consultas à população pela Internet e pelo telefone (61) 318-5623. O serviço trará também informações sobre as propostas e o trabalho da Frente. (Célia Scherdien)




CDHU tem novo presidente

O administrador de empresas Luiz Antonio Carvalho Pacheco assumiu a presidência da CDHU - Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano, no dia 21 de junho deste ano. Pacheco entrou no lugar de Nelson Freire, que estava no cargo desde janeiro de 2000. Em seu discurso de posse, Pacheco garantiu que colocará em produção mais de 60 mil moradias até o final deste ano. O novo presidente foi funcionário da DERSA, DER, EMURB e IPT.




Rio Cooperativo 2000

A cidade do Rio de Janeiro vai sediar, de 3 a 8 de dezembro de 2000 um dos maiores encontros do setor cooperativista dos últimos tempos. Trata-se do "Rio Cooperativo 2000", destinado a todas as cooperativas. O tema geral será "Identidade Cooperativa para o Novo Milênio" e contará com 5 eventos simultâneos:

  • XII Congresso Brasileiro de Cooperativismo
  • II Forum Global da ACI (Aliança Cooperativa Internacional)
  • Conferência Ibero Americana de Cooperativismo
  • IV Assembléia Regional da ACI Américas
  • III Expocoop (Exposição de Produtos e Serviços de Cooperativas Brasileiras e da Feira Internacional de Produtos e Serviços de Cooperativas.

O "Rio Cooperativo 2000" deve reunir cerca de dois mil participantes dos diversos ramos do cooperativismo. Segundo o presidente da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Dejanir Dalpasquale, o cooperativismo brasileiro goza hoje de muito prestígio em todo o mundo, e reúme lideranças de renome, como o Dr. Roberto Rodrigues, atual presidente da ACI, primeiro brasileiro a ocupar o posto.

A realização deste evento vem comprovar que a filosofia cooperativista vem se fortalecendo cada vez mais no mundo inteiro.




Sr. João Ferreira Netto vai à Brasília discutir o cooperativismo habitacional

De 24 a 28 de maio deste ano foi realizado, em Águas Claras - DF, o 4º Seminário Brasileiro de Cooperativas Habitacionais, onde o Sr. João Ferreira Netto participou como palestrante, abordando o tema "Cooperativismo Habitacional no Brasil". Na ocasião o presidente da Cooperativa destacou a importância do movimento cooperativista na realização do sonho da casa própria.




Sr. João Ferreira Netto assume a diretoria do segmento habitacional da OCESP - 27/04/2000


O presidente da cooperativa, João Ferreira Netto é o diretor habitacional da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo - OCESP. Ele tomou posse, junto com os demais membros da nova diretoria no dia 27 de abril. O evento contou com a presença de diversas autoridades e lideranças cooperativistas, que se reuniram na sede da entidade em São Paulo.




Alteração no complexo viário valoriza o Projeto da Vila Santa Casa

A região onde se localiza o projeto Vila Santa Casa está cada vez melhor. Além do processo de desfavelização da área, onde serão erguidos oito prédios de dez andares para os cooperados, o local recebeu uma grande melhoria. Trata-se da implementação do complexo viário da Encruzilhada, como ficou conhecido o novo trecho da Avenida Senador Feijó, entre a Rua Barão de Paranapiacaba e Avenida Francisco Glicério. A obra foi desenvolvida para integrar a Encruzilhada aos bairros Campo Grande e Boqueirão, criando uma nova ligação do centro da cidade com a orla da praia, facilitando o acesso dos moradores às principais regiões da cidade. O trajeto conta com um sistema de sinalização para orientar os motoristas, constituído de 60 painéis de orientação de rotas, 17 semafóros, 14 pontos de travessia para pedestres e uma sinalização vertical.

Por outro lado, a diretoria da cooperativa continua pressionando a Cohab - Santos para agilizar os trabalhos nas obras do projeto. O empreendimento está na primeira fase com a remoção dos moradores da favela para os abrigos provisórios.




Favela ao lado do terreno Chico de Paula será reurbanizada

O projeto Chico de Paula será mais valorizado com a urbanização da favela Vila Pantanal, que fica próximo ao terreno da cooperativa, onde a prefeitura pretende construir 300 apartamentos para os moradores do núcleo. Além das moradias, a área receberá diversas melhorias de infra-estrutura como saneamento básico, pavimentação e iluminação pública. A favela existe há dez anos e recebeu selos de congelamento em julho do ano passado para o controle da equipe social da Cohab.

O início das obras do projeto Chico de Paula está previsto para os próximos meses. A diretoria da cooperativa já está trabalhando na liberação dos documentos para conseguir o financiamento do empreendimento.




Cooperativas Agrícolas de São Paulo decidem
reverter a morosidade do RECOOP - 31/01/2000

A reunião de 28/01 convoca todas as cooperativas a participarem da mobilização nacional. Estiveram reunidos, na Sede da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo – OCESP, as cooperativas agropecuárias enquadradas no Programa de Revitalização das Cooperativas Agropecuárias – RECOOP, para tratar de assuntos referentes ao atraso e o entraves do referido programa.Durante a reunião, seguindo a pauta estabelecida pela presidência, foi relatado os pontos mais importantes ocorridos nas reuniões do dia 20 e 25 de Janeiro em Brasília. Conforme exposição do Sr. Marcio Lopes de Freitas os maiores entraves do processo estão na esfera política, uma vez que as formas de contratação, sobretudo a assunção dos riscos, não está definida, o Banco do Brasil só aceita fazer renegociação de dívida própria e está, até mesmo, com a intenção de interferir nos processos de gestão das cooperativas. A parte de operações de capital de giro, investimento, denominados de “dinheiro novo” o banco não está propenso a executar pois alega grande risco. Os demais bancos nacionais e estrangeiros também não estão visualizando atratividade em efetuar as operações. Com base nas exposições o grupo concluiu que o governo deverá assumir uma posição referente aos bancos, tomando as atitudes cabíveis no sentido de tornar as operações mais atrativas ou deverá assumir os riscos relativos ao “dinheiro novo”. Durante os debates surgiu ainda uma terceira opção ao governo: - o mesmo poderia assumir o risco das operações com bancos, que não seja o Banco do Brasil. Durante a reunião foi apresentada e distribuída uma agenda de procedimentos do cooperativismo agropecuário brasileiro, elaborada em conjunto pela OCB e respectivas organizações estaduais. (abaixo descrita) A OCESP e cooperativas presentes acataram o posicionamento do sistema OCB, reforçando os seguintes pontos:

  1. Irá reivindicar junto ao governo e parlamentares que assuma o compromisso firmado pelo Presidente da República, quando da assinatura da Medida Provisória de criação do programa RECOOP. Os problemas técnicos é de responsabilidade são de decisão do governo e não nossa.

  2. Irá solicitar que, para o evento do dia 15 de Fevereiro próximo, o Presidente da República esteja presente. “Não abrimos mão da presença do Presidente da República”.
As ações que foram definidas como específicas das COOPERATIVAS foram:
  1. Cada cooperativa fará uma reunião na sua região com as lideranças locais (definidas a critério de cada uma), até o dia 04 de Fevereiro (preferencialmente no dia 04).
  2. Durante a reunião será elaborado um ofício, que será assinado por todos os presentes, solicitando apoio às reivindicações do sistema. (modelo no final desta matéria)
  3. O ofício deverá ser enviado à todas esferas políticas, aos cuidados daqueles que a cooperativa visualiza como seu representante, podendo ser Vereadores, Prefeitos, Deputados Estaduais e Federais (da FRENCOOP ou não), Senadores, Governadores e Presidente da República.
  4. O resultado da reunião deverá ser enviado a OCESP até o dia 07 de Fevereiro, para que seja preparado um documento, que será enviado aos mesmo representantes manifestando a posição do cooperativismo agropecuário paulista.
  5. As cooperativas deverão mobilizar a mídia regional preparando-os para a reunião do dia 04/02/2000 e do “movimento do dia 15/02/2000.
As ações que foram definidas como específicas da OCESP foram:
  1. A OCESP irá preparar um documento até o dia 04 de Fevereiro para ser enviado a OCB, esclarecendo as ações que estão sendo tomadas pelo cooperativismo paulista.
  2. A entidade buscará junto aos representantes oficiais do cooperativismo paulista, bem como seus parceiros apoio às reivindicações, expondo as atitudes que estão sendo tomadas pelas cooperativas.
  3. Irá sugerir que o governo assuma os riscos das operações com bancos que não vêem atratividade no programa de revitalização, cabendo à cooperativa a opção de tratá-las junto ao Banco do Brasil.
  4. Procurará agendar sempre que necessário ou solicitado pelas cooperativas, reuniões com órgãos oficiais do governo, bancos e políticos.
  5. Proporcionará às cooperativas apoio, por meio de sua assessoria de comunicação, sempre que solicitado para que estas possam mobilizar a mídia (local, estadual e federal).

Foi proposto pela OCESP e aceito pelas cooperativas algumas ações de nível técnico, e estas se comprometeram em participar. A metodologia básica proposta foi: formação de grupos de cooperativas, divididos por atividade comum; reunião dos grupos para exposição das dificuldades encontradas em cada cooperativa; debate no final das exposições sobre os entraves semelhantes; sugestões para tomada de decisão; e adoção de estratégias pelo grupo.

AGENDA DE PROCEDIMENTOS

Até 04 de fevereiro de 2000:

Conscientização das lideranças e associados do Sistema Cooperativista sobre a importância de uma mobilização para exigir que o Governo resolva os impasses entre a Secretaria do Tesouro Nacional e os Agentes Financeiros, que estão impedindo a efetivação do RECOOP.

Dia 04 de fevereiro de 2000:

Reunião de Mobilização do Sistema Cooperativo, com a participação de Parlamentares Federais, Estaduais, e Municipais, Prefeitos e Lideranças Comunitárias, buscando apoio político e das lideranças às novas ações com vistas a implementação do RECOOP.

Dias 07 a 11 de fevereiro:

Plantão em Brasília de líderes cooperativistas juntos aos Parlamentares, dando conhecimento das ações desencadeadas nos Estados, e solicitando a participação dos mesmos no próximo “Manifesto do Cooperativismo Brasileiro”.

Dia 15 de fevereiro:

Realização do segundo “Manifesto do Cooperativismo Brasileiro”, com a presença de lideranças do cooperativismo, Presidentes de OCEs e Parlamentares, a ser realizada na Câmara dos Deputados (Auditório Nereu Ramos), em Brasília-DF, visando conscientizar o Governo e os Agentes Financeiros sobre os prejuízos e os desgastes que as cooperativas vem sofrendo, em função do atraso na liberação dos recursos do RECOOP.

(Sugestão de carta para solicitação de apoio)

Prezado Senhor:

O Presidente Fernando Henrique Cardoso lançou no dia 03 de setembro de 1998 o Programa de Revitalização das Cooperativas de Produção Agropecuária - RECOOP, reconhecendo que a dificuldade financeira pela qual passavam e passam as cooperativas, teve origem na tentativa de apoio aos seus cooperados nos momentos de instabilidade econômica do País, e que necessitam ser revitalizadas em função da importância que apresentam na geração de divisas e de empregos. Líderes, associados e parceiros destas cooperativas acreditaram no programa lançado pelo Presidente, e dedicaram seus esforços e seus parcos recursos para cumprir todas as pesadas exigências impostas para o enquadramento no RECOOP, intento infelizmente não atingido por todas as interessadas, em função principalmente do pouco tempo disponível para a elaboração dos documentos solicitados. Depois de muita expectativa, trabalho e esforço, apenas 322 cooperativas conseguiram ter seus projetos aprovados pelo Comitê Executivo do RECOOP, e parecia que enfim havia chegado o momento das cooperativas iniciarem a sua caminhada rumo à melhoria de sua capacidade de competição e da sua auto-sustentação. Passaram-se dezoito meses, e apesar do esforço dos líderes cooperativistas e Parlamentares da FRENCOOP, o RECOOP ainda não passa de uma promessa, que de concreto só tem trazido novas exigências para as cooperativas aprovadas, algumas completamente inaceitáveis, como a que pretende interferir nos Estatutos e na composição da Diretoria das mesmas, e o direcionamento dos recursos para a resolução somente dos problemas dos bancos, sem considerar o enfoque de revitalização aprovado pelo Comitê Executivo. Diante disso, a Cooperativa ............., juntamente com os digníssimos doutores ..... (presentes na reunião), reunidos em .............. no dia 04 de fevereiro, resolveu que para que o processo tenha encaminhamento é necessário que haja seu apoio. Para acelerar a efetivação do RECOOP solicitamos sua atenção às nossas causas cooperativistas, pois sem nós milhares de cooperados poderão deixar o campo, pessoas perderão o emprego, renda deixará de ser gerada, impostos deixarão de ser recolhidos, preços de produtos aumentarão, em fim várias são as conseqüências negativas que poderão acontecer. E por estes motivos o seu apoio é importante e fundamental. O ramo do cooperativismo agropecuário nacional estará promovendo uma grande mobilização em Brasília no dia 15 de fevereiro de 2000, na busca de uma solução urgente, tanto para as cooperativas aprovadas no Programa, como para aquelas que por alguma razão não conseguiram enquadrar-se nas regras estipuladas. Com o seu apoio atuando em prol desta causa justa, estaremos contribuindo ainda mais para o desenvolvimento nacional. A sua falta de atenção aos fatos expostos poderá ocasionar uma série danos à sociedade, sobretudo aos eleitores que são a sua base de sustentação. Certos de podermos contar com sua colaboração para resolver os problemas de morosidade do Governo em efetivar o RECOOP, vimos reivindicar seu apoio e colaboração na defesa dos nosso legítimos direitos. Sem a força do campo o Brasil pára; sem a força da cooperação o mundo pára!!!

Atenciosamente,

ASS: todos os presentes na reunião




Resolução do Bacen ameaça cooperativas




Cooperativismo no Congresso Nacional

O deputado federal Coriolano Sales (BA) criticou a Resolução 2.608, de 27.05.99, do Banco Central que vem dificultando a criação de cooperativas de crédito. A Resolução prevê que são necessários R$ 50 mil de capital mínimo, tanto para o setor urbano quanto rural; e de R$ 100 mil, para cooperativas já em funcionamento. Outro ponto criticado é a fixação do prazo de 02 anos para que as cooperativas de crédito Luzzatti - que são organizações abertas - promovam a alteração de seus estatutos, adequando-os aos modelos de cooperativas fechadas. O deputado federal Serafim Venzon (SC) solicitou o credenciamento dos Bancos Cooperativados para acessar diretamente os recursos do FAT. e das linhas do PRONAF e PROGER.

O deputado federal José Carlos Elias (ES), em pronunciamento na Câmara, fez elogios à atuação da cooperativa de profissionais Liberais e Autônomos do ES, da Coopodonto, da Cooperativa de Economia, de Crédito Mútuo dos Servidores do Sistema Findes e além da Cooperativa Educacional dos Associados das Cooperativas de Crédito. No final de seu discurso, enalteceu o trabalho desenvolvido pela Organização das Cooperativas do Estado do Espírito Santo. A liberação dos recursos do RECOOP foi reivindicada pelo deputado federal Pompeo de Mattos (RS), em pronunciamento na Câmara. Segundo ele, os agentes financeiros estão atendendo somente aos itens que se referem às dívidas já contribuídas, estabelecendo, assim, repactuação de prazos. Deixam de lado a discussão mais importante: os financiamentos que implicam injeção de "dinheiro novo" dificilmente serão concedidos.




Saiba mais sobre atividade cooperativista

  • A atividade das cooperativas foi regulamentada pela Lei Federal nº 5.764 de 16 de dezembro de 1971.
  • A Constituição Federal e o Estado de São Paulo determinaram que o Estado deve estimular e apoiar o desenvolvimento de cooperativas.
  • As cooperativas representam uma modalidade que produz bens e serviços pelos próprios cooperados.




Novo presidente da CDHU

O novo presidente da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) é Nelson Peixoto Freire. Ele substitui Goro Hama, que vai permanecer no governo estadual como assessor especial de Mario Covas.




CEV - COMISSÃO ESPECIAL DE VEREADORES - 10/1999

O atraso no cronograma das obras do projeto Vila Santa Casa, desenvolvido pela Cooperativa Habitacional dos Servidores em parceria com a Prefeitura de Santos, levou a Câmara Municipal de Santos a criar uma comissão especial de vereadores, presidida pelo vereador Fausto Figueira. O objetivo é cobrar da Cohab Santista uma posição quanto à entrega dos apartamentos destinados aos cooperados do empreendimento e moradores do local.

Os membros da comissão se comprometeram a estabelecer uma agenda que pode ser acompanhada pelos interessados. A comissão é integrada pelos vereadores Carlos Mantovani Calejon, Sérgio Bonavides, Martinho Leonardo e Antônio Carlos Banha Joaquim.




VISITA DO SR. EDMUR MESQUITA NO TERRENO CHICO DE PAULA - 10/1999

Com a finalidade de liberar verbas para construção de moradias populares, o coordenador da CDHU da Baixada Santista e Vale do Ribeira, Flávio Mota e o deputado estadual Edmur Mesquita visitaram, no dia 16 de outubro, o terreno pertencente à Cooperativa Habitacional dos Servidores Públicos e à Cooperativa de Construção Metropolitana, localizado no Chico de Paula. Na área serão construídos dois prédios de 120 apartamentos, divididos entre as duas entidades.

A CDHU deverá agilizar o processo para que os recursos sejam liberados o mais rápido possível. A Cooperativa já dispõe do material necessário e estará dando continuidade às obras nos próximos meses.

A visita foi acompanhada pelo Presidente da Cooperativa, Sr. João Ferreira Netto, e representantes de outras cooperativas habitacionais.