Escritura
A Tribuna/ coluna Dia a Dia - 14/03/2001

Na condição de primeiro suplente da bancada do PPS, Marcelo Del Bosco Amaral esteve em Brasília, onde manteve encontro com o vice-presidente da Caixa de Seguros, Homero Santos, tratando da liberação das escrituras definitivas dos 984 apartamentos do Conjunto Residencial dos Estivadores, na Vila São Jorge.

Defensor
A Tribuna/ coluna Dia a Dia - 14/03/2001

O secretário de Estado da Habitação, Francisco Prado, emerge como o maior defensor do desenvolvimento de um ambicioso projeto para erradicar os cortiços do Paquetá e Vila Nova.




Estado desapropriará cortiços para construir casas
A Tribuna Digital 14/03/2001

Habitação
Da Reportagem

O deputado estadual Edmur Mesquita (PSDB) anunciou ontem que dentro de 120 dias o Governo do Estado deverá publicar decreto de desapropriação de cinco áreas do Centro Velho de Santos, declarando-as como de interesse social, para a transformação dos cortiços existentes no local em unidades habitáveis. No mesmo período, deve ser apresentado o projeto de edificação das moradias.

Embora as áreas já estejam definidas, Edmur preferiu não divulgá-las, para evitar eventual especulação imobiliária, ressaltando, no entanto, que já existem recursos da ordem de R$ 3 milhões para aplicação no projeto, que, nesta primeira fase, deve contemplar 110 famílias, das 1.300 cadastradas.

Para situar a evolução do projeto, o parlamentar disse que as primeiras 110 unidades devem ser entregues em setembro do próximo ano, ressaltando que técnicos do CDHU e do Governo do Estado devem se reunir com a Prefeitura de Santos. O objetivo é fazer com que o Município também opine, na medida em que o programa torna-se imprescindível para a revitalização de áreas degradadas da Cidade.

Edmur esteve reunido à tarde com o presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Luis Antonio Pacheco Carvalho, e com o secretário de Habitação, Francisco Prado, para discutir o projeto de erradicação dos cortiços do Centro.

O parlamentar ressaltou que a erradicação dos cortiços sempre foi uma preocupação constante do governador Mário Covas, falecido dia 6 último.

No ano passado, os deputados aprovaram um projeto de lei de iniciativa de Covas, solicitando autorização da Assembléia Legislativa para contrair empréstimo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no montante de R$ 150 milhões, com fim de ser aplicado no projeto de extinção dos cortiços em Santos, Campinas e Capital.

Perfil — Além da medida legislativa de autorização do convênio com o BID, Edmur ressalta que foi iniciado um amplo diagnóstico para traçar o perfil sócio-econômico dos moradores dos cortiços e a situação física dos imóveis, com objetivo de balizar as intervenções.

O deputado estadual revela que a empresa encarregada dos estudos já identificou cinco lotes, passíveis de desapropriação para abrigar as primeiras 110 unidades.

Desenvolvimento — O parlamentar enfatiza que vem priorizando sua atuação na erradicação dos cortiços de Santos, motivado por dois grandes objetivos: dar dignidade às famílias que os habitam e contribuir para a retomada do desenvolvimento de uma região da Cidade que está deteriorada. Ele acrescenta que todo o trabalho vem sendo desenvolvido em parceria com a entidade que representa os moradores dos cortiços.

O CDHU vai subsidiar uma parte do valor do imóvel e faz o financiamento para o futuro proprietário. ‘‘Há famílias que atualmente pagam até R$ 200,00 de aluguel e vão pagar uma prestação infinitamente menor, algo em torno de R$ 60,00, com a vantagem de que serão proprietários. O Estado subsidia e financia, até as famílias que estão na informalidade’’.




Parecer I
A Tribuna / coluna Dia a Dia - 11/03/2001

O gabinete da Assessoria Técnica Legislativa da Câmara já emitiu parecer favorável ao projeto de lei que altera a demarcação da Zona de Interesse Social.

Parecer II
A Tribuna / coluna Dia a Dia - 11/03/2001

Aprovada pela Câmara, essa alteração permitirá que a Cooperativa Habitacional dos Servidores Públicos Municipais inicie a construção de 400 apartamentos no Jardim São Manoel.




Edmur insiste na erradicação dos cortiços
A Tribuna Digital 10/03/2001

Habitação
Da Reportagem

O deputado estadual Edmur Mesquita (PSDB) está defendendo alterações no planejamento para a erradicação dos cortiços na área central da Cidade. Para o deputado, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) deve adquirir com seu próprio orçamento alguns terrenos e iniciar imediatamente a construção de três prédios com capacidade para abrigar 200 famílias.

Edmur propõe um posicionamento diferente do adotado atualmente, que visa desapropriar os imóveis usados como cortiço através de parceria entre a CDHU e a Prefeitura, como foi publicado ontem em A Tribuna.

O parlamentar lembrou que um convênio entre o Estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) vai liberar US$ 150 milhões (cerca de R$ 300 milhões) para a erradicação dos cortiços em Santos, São Paulo e Campinas, mas as autoridades não devem depender exclusivamente deste dinheiro.

‘‘Precisamos enfrentar o problema com ousadia, buscando alternativas enquanto não é assinado o convênio do governo do Estado com o BID’’, disse Edmur, explicando também que o convênio já foi autorizado pela Assembléia Legislativa.

Edmur classificou a existência de cortiços como uma ‘‘chaga social’’ e ressaltou que a utilização do orçamento da CDHU para adquirir os terrenos não representa uma tentativa de desvincular o processo do acordo com o BID. ‘‘O convênio é fundamental para o programa, mas enquanto ele não é celebrado devemos buscar medidas que agilizem o processo de extinção dos cortiços’’.

Segundo o deputado, a idéia vai representar um ganho de tempo, visto que o processo de levantamento dos imóveis passíveis de intervenção e o perfil sócio-econômico das famílias já foi concluído, restando agora a compra dos terrenos e início das obras.

A assessoria de Imprensa do deputado divulgou o resultado de uma reunião na última quinta-feira entre Edmur e o secretário Estadual de Habitação, Francisco Prado. De acordo com a nota, Prado ficou convencido da necessidade de encontrar uma fonte de recursos capaz de beneficiar rapidamente as pessoas que vivem em condições indignas.




Zonas de Interesse Social
09/03/2001

O prefeito Beto Mansur está empenhado em alterar as Zonas de Interesse Social, o que permitirá a construção do Conjunto Habitacional dos Servidores Públicos Municipais, no Jardim São Manoel.




Construção I
A Tribuna / coluna Dia a Dia - 06/03/2001

Com o financiamento já garantido pela Caixa Econômica Federal, devem começar antes do final de abril as obras de construção de 398 apartamentos no Jardim São Manoel.

Construção II
A Tribuna / coluna Dia a Dia - 06/03/2001

A construção do conjunto é o resultado de muitos anos de trabalho de várias diretorias que passaram pela Cooperativa Habitacional dos Servidores Públicos Municipais.

Construção III
A Tribuna / coluna Dia a Dia - 06/03/2001

Embora ainda faltem alguns procedimentos burocráticos para o início do empreendimento, os diretores da cooperativa esperam que os servidores possam estar morando em casas próprias dentro de dois anos.




"O Mário Covas é um grande chefe"
Entrevista: Francisco Prado

A Tribuna 05/03/2001

Entrevista: Francisco Prado
Da Reportagem


Marcel Cordella

O entusiasmo com o trabalho na área habitacional pode ser considerado a maior qualidade do secretário Estadual de Habitação, o santista Francisco Prado, de 69 anos, há dois no primeiro escalão do Governo Mário Covas. Paralelamente ao status político, Prado ocupa o posto de reitor da Universidade Católica de Santos (UniSantos) desde 1990.
Hoje titular de um cargo de confiança do governador, Prado teve uma carreira política marcada pela oposição à ditadura militar e chegou a ter seus direitos cassados quando foi decretado o Ato Institucional 5 (AI-5), em 1968.

Sua atuação política começou em 1962, quando pela primeira vez ele esteve em um cargo público, como secretário Municipal de Justiça de Santos. Posteriormente, Prado concorreu ao cargo de vice-prefeito pela chapa de Esmeraldo Tarquínio.

Como naquele tempo candidatos a prefeito e vice eram escolhidos separadamente, Prado foi eleito para o cargo de vice, com Sílvio Fernandes Lopes na Prefeitura. Em 1967, o secretário assumiu o Executivo santista por alguns dias, durante um afastamento de Lopes.
Nas eleições que determinaram o último prefeito escolhido pela população antes que Santos sofresse intervenção do Governo Federal, Prado concorreu em uma das três sublegendas do MDB, junto com Oswaldo Martins e Esmeraldo Tarquínio, que acabou eleito, mas não pôde assumir o cargo.

Professor — Francisco Prado é mais conhecido como professor pelas pessoas que convivem com ele. Estudou no Ginásio Santista, hoje Colégio Santista, e fez amizade com o também aluno Mário Covas, marcando um relacionamento que traria frutos no futuro.

Formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1953, pouco tempo depois já lecionava Economia Política na Sociedade Visconde de São Leopoldo (UniSantos).

Prado lecionou também na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, mas foi afastado ao perder seus direitos políticos com o AI-5. Segundo ele, na mesma época, uma atitude corajosa de dom David Picão o manteve no quadro docente da UniSantos, ‘‘apesar de todas as pressões externas para que os cassados fossem demitidos’’.

Amizade — Os laços de amizade conquistados nos tempos do Ginásio Santista e anos seguintes com Mário Covas possibilitaram que hoje Francisco Prado responda por um dos setores da administração considerados fundamentais pelo governador.

‘‘Ele é um grande chefe, tem uma força contagiante, que mostra entusiasmo com o trabalho que está sendo realizado’’, disse. ‘‘O Covas é um governador minucioso, que acompanha o desenvolvimento das obras no dia-a-dia’’, completou Prado.

O mesmo entusiasmo move o trabalho do professor, que tem nas mãos o ambicioso e difícil objetivo de cortar pela metade o déficit habitacional do Estado, que em 1995 era de mais de 1 milhão de casas, hoje está próximo a 800 mil e, daqui a dois anos, está previsto para 400 mil residências.

A Tribuna — Como é o relacionamento entre o governador licenciado Mário Covas e seu secretariado?
Francisco Prado — É uma relação muito aberta. O governador cobra mesmo a execução dos projetos de cada secretário. Ele acompanha realmente cada projeto de cada secretaria e no dia-a-dia, está sempre atento ao cronograma. Ele não gosta de cronogramas muito largos, quer ver a execução das obras. O Covas sabe interessar e entusiasmar aqueles que trabalham com ele.
AT — Como o governador faz para contagiar as pessoas em torno dos projetos do Estado?
Prado — A força dele é contagiante. Agora, a gente pode ver isso nesta luta dele contra a doença. É isso que ele passa para o secretário, aquela energia, aquela vontade.
AT — Hoje como está o andamento dos projetos de sua pasta para a Baixada Santista?
Prado — O governador Mário Covas havia determinado para a região a construção de 10 mil casas. Mas quando esteve em São Vicente, no ano passado, ele mesmo alargou este objetivo para 20 mil casas. Estas 20 mil residências correspondem aproximadamente ao déficit habitacional primário de toda a região.
AT — O que é o déficit habitacional primário?
Prado — O déficit habitacional primário na verdade corresponde àquelas moradias que estão em situação de risco ou de extrema insalubridade. Ele é constituído por aquelas pessoas que estão morando em situações de insegurança ou abaixo do padrão mínimo de insalubridade. O conceito de déficit habitacional é muito amplo. Você pode dizer que a pessoa que mora em casa alugada está no déficit habitacional porque não tem casa própria. Se está morando com um parente, embora bem-instalado, aponta um déficit.
AT — A intenção então é zerar este déficit primário até o final deste mandato?
Prado — Neste Governo nós calculamos aqui para a Baixada o déficit em 20 mil unidades habitacionais e é isso que está se desenvolvendo. Claro que a gente precisa acompanhar este plano habitacional quase que no dia-a-dia, porque a população se movimenta, as populações vivem se movimentando dentro das cidades ou regiões. Nós temos que estar sempre atentos a estas movimentações para saber aonde realmente deve se construir.
AT — E no Estado, existe uma projeção para acabar com o déficit primário?
Prado — No somatório dos dois mandatos Covas, a intenção é acabar com 50%. Neste ritmo, nos dois mandatos seguintes é possível acabar com o déficit.
AT — Quantas pessoas vivem nestas condições de risco ou insalubridade na Baixada?
Prado — Na nossa região são cerca de 20 mil famílias, que nós multiplicamos por cinco, o que aponta 100 mil pessoas, perto de 8% do total da população.
AT — Deste projeto de 20 mil casas para a Baixada, quantas já foram entregues e quantas estão em andamento?
Prado — São Vicente e Guarujá são as cidades mais críticas. Nós já temos 3.500 moradias construídas pelo Estado na Baixada Santista nos últimos dois anos, um número semelhante em curso e mais 1.500 em projeto.
AT — O Governo tem como cumprir esta meta na Baixada até o fim do mandato? Não é um projeto muito ambicioso?
Prado — Nosso grande problema aqui para a Baixada é a questão do terreno. Se houver lugar para construir acredito que é possível, porque a construção do Estado em uma área alavanca também a iniciativa privada. Então, o déficit é coberto não somente pelo Estado. Nós devemos atingir até o fim do Governo, para o Estado todo, contando com as 120 mil do primeiro mandato, cerca de 260 mil unidades. O restante deverá ser coberto pela Caixa Econômica Federal e pela iniciativa privada, o que é normal.
AT — Não é possível construir nos mesmos locais onde hoje estão os diques e as favelas?
Prado — Nós temos o problema dos terrenos da Marinha, é um negócio sério. Nós não damos muita importância porque vivemos com isso, mas na Capital o departamento jurídico da Secretaria não aprova a construção porque as favelas são invasões em terrenos da União. Se o Governo Federal não doa estas áreas não adianta existir a ocupação do terreno, precisa haver a propriedade.
AT — Como resolver isso?
Prado — Nós sabemos que a União jamais vai reivindicar estas áreas, mas existe este problema, que nós estamos resolvendo junto ao Serviço de Patrimônio da União (SPU), que tem dado as declarações necessárias para provar que apesar do terreno ser da União, ele já está ocupado por particulares. E a União reconhece este fato.
AT — São Vicente foi apontada como a cidade com maior déficit habitacional da região. Como está o projeto de urbanização da favela México 70? (o projeto foi apontado pelo governador Mário Covas como o mais importante de seu mandato).
Prado — O México 70 é invasão de uma área da Marinha. Já construímos mais de 200 unidades, entregamos 72 e estamos construindo 569 casas. Dá um total de cerca de 850 residências, mas a área continua sendo de Marinha, apesar de um movimento junto ao Governbo Federal para que todo o terreno seja doado à Prefeitura de São Vicente. O projeto para a Baixada Santista é muito grande, são diversos programas simultâneos em várias cidades. Em todo o Estado, são 50 mil unidades em curso.
AT — A urbanização do México 70 é o grande projeto deste segundo mandato do governador?
Prado — É um projeto com valor urbanístico grande e sentido social também muito grande. Este é um projeto simbólico. Se dizia que era impossível o Estado interferir em uma situação como a do México 70. Este projeto mostra que é possível a intervenção do Estado em qualquer lugar. Quando o Governo soluciona um problema como aquele fica provado que nada está além das possibilidades.
AT — Como é o sistema de construção destas casas?
Prado — São feitas por empreiteiras, mutirões. Quando eu cheguei na Secretaria se dizia que na Baixada o mutirão não dava certo. Eu achei estranho, se no Estado inteiro o mutirão dá resultado, porque na Baixada existia esta resistência? Nós começamos fazendo um na Praia Grande e foi um sucesso.
AT — O sistema mais utilizado pela Secretaria hoje é o mutirão?
Prado — Em números não. A empreitada ainda é a forma mais utilizada para construir, mas nós já temos a realização de mutirões organizados pelas prefeituras.
AT — De quanto é o orçamento anual da secretaria?
Prado — Em torno de R$ 700 milhões.
AT — E o custo de cada moradia construída pelo Estado?
Prado — No Interior, o valor é de R$ 12 mil. Em Santos, por causa dos problemas de solo, R$ 18 mil. São sempre casa de dois dormitórios com cerca de 50 metros quadrados.
AT — E em Santos, como está a construção das moradias?
Prado — São cerca de 3 mil casas. Aqui nós estamos estudando um problema interessante, que é a presença dos cortiços. A idéia é fazer a locação social. Para o idoso, locação social acoplada a um plano de saúde, para que o idoso possa ficar no Centro. Se você desloca o idoso para a periferia, ele não tem condições de se movimentar. Normalmente ele mora no Centro porque trabalha no Centro. Nós não o tiramos do local onde ele trabalha.
AT — Em que estágio está o projeto de desocupar os cortiços?
Prado — Nós estamos fazendo um levantamento de todos os cortiços desde a área atrás da Catedral até o mercado.
AT — Muitas das casas que hoje são cortiços têm grande valor arquitetônico. Como o Estado vai construir no local sem acabar com isso?
Prado — Nós vamos urbanizar a área, vamos construir apartamentos. Em um cortiço com dez quartos não há como criar dez moradias em condições ideais. O ideal é construir novos prédios, preservando somente as casas com valor histórico para manter a cara do bairro.
AT — Existe alguma região crítica com relação à falta de moradias no Estado?
Prado — No Estado inteiro o déficit é de cerca de 800 mil moradias e a área crítica é a grande São Paulo, região metropolitana por causa da movimentação da população dentro dessa mesma região. A gente tem de estar muito atento.
AT — Como este problema está sendo resolvido?
Prado — Muitas vezes você precisa construir em uma região em que se sabe que a população é carente, está vivendo mal, etc, mas às vezes neste local o terreno é muito caro. Justamente ali há uma favela. Se você for atuar pelos índices imobiliários, fazendo casa onde o terreno é mais barato, acaba não atendendo seu objetivo, que é apanhar aquele que está morando em situação abaixo do necessário e fornecer uma moradia. Isso só vai criar um cinturão na periferia das cidades.
AT — Como evitar então de levar os conjuntos habitacionais para a periferia?
Prado — O plano exige que você mantenha uma lógica de atendimento social. Se fosse para seguir o mercado não seria preciso o Estado fazer as casas. Construir as moradias na periferia das cidades cria muitos problemas. Primeiro a dificuldade de levar o pessoal para lá. Ele trabalha aqui, você faz a casa dele lá longe, acaba criando para você mesmo um problema sério de transporte, malha viária, rede de esgotos e água, escolas, postos de saúde. Nós temos um plano lógico de atender a população carente ali onde ela está, porque ali ela trabalha, seus filhos estudam.
AT — Qual é o critério para definir se o Estado vai construir casas ou apartamentos para a população?
Prado — De um modo geral isso funciona em função do preço do terreno. Quando o preço é mais baixo e permite casa, nós construímos casa. No Interior, por exemplo, nós praticamente só construímos casa porque o terreno é mais barato. Aqui nós temos dificuldades para encontrar terrenos. Às vezes, o terreno é tão pequeno que se nós fizermos casas cabem só umas dez. Com apartamentos a mesma área absorve mais famílias.
AT — E como é feita a distribuição das moradias prontas?
Prado — A pessoas se cadastram e no caso de casas de empreiteira há um sorteio público. Existe uma reserva de 10% para idosos e 10% para famílias com deficientes. Isso é um trabalho social importante. O governador Mário Covas insistiu muito nisso, no atendimento ao idoso e ao deficiente.
AT — Qual é o grande incentivo para continuar desenvolvendo projetos habitacionais mesmo com todas as dificuldades?
Prado — É entusiasmante, trabalhar com o plano habitacional, são dois grandes símbolos, o social e o urbanístico. O mais importante é ter respeito pelas pessoas. Não adianta chegar e falar: meu plano está aqui e vai ser assim. Não funciona assim, ali tem gente. Nós temos que pensar na casa enquanto uma família, com moradores, lembrar sempre que nós estamos lidando com gente.
AT — Como atender a todas as particularidades de cada região?
Prado — Você precisa descer e saber os interesses dos moradores com a visão de que o apartamento vai ser o endereço de uma família. Você está lidando com gente, com a necessidade fundamental de ter onde morar com um endereço. Eu sempre digo para as pessoas: a casa é sua eu vou bater na porta, mas se não quiser abrir não precisa. Receber a casa é uma alegria para a pessoa, é um sentido de respeito, a casa faz parte da cidadania e oferecer isso é entusiasmante.




Mais poder
A Tribuna / coluna Dia a Dia - 15/02/2001

Secretário estadual de Habitação, o santista Francisco Prado (PTB) acaba de ser nomeado presidente do Conselho de Administração da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbanístico (CDHU). No cargo, terá mais poder para controlar os R$ 700 milhões de investimentos da empresa em 2001.

Sem apito
A Tribuna / coluna Dia a Dia - 15/02/2001

Antes, Prado tinha poder limitado sobre as contas da CDHU. Quem apitava na companhia era o todo-poderoso Goro Hama, cuja gestão foi acusada de irregularidades.




SV terá segundo maior condomínio popular do Estado
A Tribuna Digital 06/02/2001

Será lançado no dia sete em São Vicente o Condomínio Reservas das Primaveras, segundo maior empreendimento imobiliário popular do Estado. No total, 719 apartamentos serão distribuídos em 36 edifícios de 5 andares, em uma área de 29 mil metros quadrados.

Os apartamentos, construídos pela Incorporadora Nogueira e com financiamento garantido pela Caixa Econômica Federal, terão 56 metros quadrados e farão parte de um condomínio fechado dotado de infra-estrutura de esportes e lazer, incluindo piscina, quadras poliesportivas, quiosques, churrasqueiras e áreas verdes.

A aprovação do projeto foi possível devido às alterações da legislação municipal propostas pelo Executivo e aprovadas Câmara em 2000, quando o gabarito da construção civil para edifícios foi ampliado de 3 para 7 andares.




Nova lei da habitação de interesse social prevê redução de impostos em empreendimentos para baixa renda
PT quer incentivar construções populares

Folha de São Paulo 01/02/2001

SÉRGIO DURAN
DA REPORTAGEM LOCAL


O PT quer atrair as grandes construtoras para disputar o mercado da habitação popular em São Paulo. Para isso, uma equipe da Secretaria da Habitação (Sehab) elabora a nova lei da habitação de interesse social, que, segundo o secretário Paulo Teixeira, será encaminhada à Câmara Municipal até abril. "O que nos interessa é elevar o o padrão construtivo dos conjuntos habitacionais."

A habitação popular concentra a maior fatia do mercado imobiliário da cidade, porém, segundo os empresários, a demora na aprovação dos projetos e os impostos impedem que a iniciativa privada concorra em igualdade com os programas do governo.

Entre os impostos municipais, o que mais pesa é o ISS (Imposto Sobre Serviços), que corresponde a 5% do valor de todos os serviços prestados na construção. "Esse é o pior porque incide sobre a maioria dos custos", diz Basílio Jafet, vice-presidente de incorporação do Secovi-SP (sindicato das imobiliárias e construtoras).

Em seguida, vêm as taxas de emolumentos, que correspondem a cerca de R$ 1,50 por m2 de terreno, e o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imobiliários), que consiste em 2% do valor total do imóvel e recai sobre o seu preço final duas vezes.

A construtora paga o ITBI quando compra o terreno e o embute no preço final do imóvel. Depois, o proprietário de cada unidade do conjunto habitacional paga novamente o imposto.

São esses pontos, diz o secretário Paulo Teixeira, que a nova lei pretende atacar. "Ainda não fechamos como será, mas terá isenção ou redução de impostos", diz.

"Essas declarações soam, para nós, construtores, como música", comenta Jafet, do Secovi. Porém, para ele, há outros pontos que pesam na composição do preço da habitação popular, como o preço do terreno, que, em São Paulo, é um dos mais altos do país.

"Mas, de qualquer forma, as reduções tornarão o imóvel mais acessível. Esse mercado é muito difícil. Enquanto o loteador clandestino vai lá, monta a barraca do lado do seu empreendimento, passa o trator e sai vendendo, você que está fazendo tudo direitinho fica para trás", afirma.

Mercado

As construtoras que entraram no mercado popular têm conseguido se aproximar das unidades de programas como CDHU, Cingapura e Cohab (veja quadro).

Hoje, diz Jafet, os imóveis populares da iniciativa privada custam em torno de R$ 30 mil. Para ele, caso o projeto do PT vire lei, esse valor cairá "significativamente".

O secretário de Estado da Habitação, Francisco Prado, aprova o projeto petista. Há três semanas, Prado encontrou-se com Teixeira. "Aliás, a nossa secretaria tem recomendado a todas as prefeituras alterações procedimentais com relação a essas habitações."

Em sua avaliação, a modificação dos procedimentos em relação à habitação popular deverá favorecer também os conjuntos da CDHU. "Certamente ganharão uma maior rapidez", diz.

Luciana Rossi, diretora financeira da Rossi Residencial, que constrói habitações para a classe média baixa, considera "boa" a proposta, mas são necessárias mais medidas. "Essa população precisa, acima de tudo, de financiamento a longo prazo, e, por enquanto, só a Caixa Econômica Federal oferece. Os impostos pesam pouco, mas o suficiente para prejudicar esse consumidor", diz.


Empresários aprovam idéia do governo Marta para incentivar construção popular e esperam agilidade do poder público
Para construtores, crédito é problema

DA REPORTAGEM LOCAL

As propostas petistas são bem-recebidas por empresários do setor, mas, segundo eles, seriam necessárias mais iniciativas para incrementar o setor de habitação para baixa renda, como, por exemplo, a abertura de linhas de crédito à população.

"As declarações do secretário soam, para nós, construtores, como música", diz Basílio Jafet, vice-presidente de incorporação do Secovi-SP (sindicato das imobiliárias e construtoras).

Estudo do Secovi indica que 38% do preço final de um imóvel correspondem a tributos federais, estaduais e municipais. Só esses últimos representariam 13%.

Porém, de acordo com Jafet, a simples isenção de impostos implicaria a redução de 5% do preço final do imóvel. "A agilização na aprovação de plantas pesaria muito, porque tempo é dinheiro em uma obra, mas isso é difícil de quantificar", diz.

O preço do terreno em São Paulo, um dos mais altos do país, seria mais importante em sua avaliação. Com a adoção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) progressivo para terrenos vazios, que servem como estoque especulativo, seria possível reduzir esses custos.

O PT pretende implantar essa cobrança (quanto mais caro o imóvel, maior a taxação) em 2002, mas não anunciou se a progressão incluirá o combate à especulação.

"Esse mercado é muito difícil. Enquanto o loteador clandestino vai lá, monta a barraca do lado do seu empreendimento, passa o trator e sai vendendo, você que está fazendo tudo direitinho fica para trás", afirma Jafet.

Financiamento

As construtoras que entraram no mercado popular têm conseguido se aproximar seu preço do das unidades de programas como CDHU, Cingapura e Cohab.

Hoje, segundo o Secovi, os imóveis populares da iniciativa privada custam em torno de R$ 30 mil.

Luciana Rossi, diretora financeira da Rossi Residencial, que constrói habitações para a classe média baixa, considera "boa" a proposta, mas insuficiente para incrementar o setor.

"Essa população precisa, acima de tudo, de financiamento a longo prazo, e, por enquanto, só a Caixa Econômica Federal oferece", diz. Para ela, a isenção pesará pouco. "Mas R$ 50 para quem pode pagar prestação de R$ 240 é muito."

Para Luciano Borghesi, do Villa Flora, empreendimento que vende sobrados de 45 m2 a R$ 29 mil em Sumaré (interior do Estado), é necessário uma mudança de mentalidade no poder público e nos agentes financeiros quanto às novas tecnologias construtivas.

"Continuamos com as exigências, no que diz respeito ao código de obras, de 40 anos atrás. Hoje, os espaços internos de um imóvel mudaram, e a forma de construí-lo também. O processo tornou-se mais industrial, mas poucos dos que decidem sobre esse setor assimilaram isso", avalia Borghesi.




BID vai ajudar a urbanizar favelas
Diário do Litoral - 01/02/2001

Guarujá

O representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, José Raul Cisternas, esteve no Guarujá na última semana para visitar os núcleos habitacionais da Vila Rã, Sossego e Areião, no bairro da Enseada, que serão beneficiados pelo projeto de urbanização do Habitar Brasil.

A cidade receberá uma verba inicial de R$ 9 milhões para urbanizar estas áreas. A quantia será passada pelo Governo Federal. O guarujá é uma das cinco cidades que foram selecionadas no Brasil para receber o dinheiro do BID. O Secretário Especial de Desenvolvimento Urbano do Governo Federal, Ambrósio de Serpa Coutinho e o supervisor da Caixa Econômica Federal, Marco Antonio Cabral Velho, acompanharam o representante do BID.

Segundo o secretário de Governo e Projetos Estratégicos de Guarujá, José Luiz Pedro, a liberação da verba deverá ocorrer tão logo aconteçam as providências e as pendências técnicas do projeto.




Bertioga vai retomar o projeto Habitar-Brasil
Diário do Litoral - 01/02/2001

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) vai destinar à Prefeitura R$ 9 milhões para tomada do projeto municipal que visa reduzir o déficit de 4 mil moradias.

Bertioga vai voltar a integrar o grupo de municípios beneficiados pelo programa federal Habitar-Brasil-BID.

Técnicos da Prefeitura estiveram na última semana em Brasília e conseguiram reativar o projeto municipal, que estava parado havia quase dois anos. Segundo o prefeito Lairton Gomes Goulart, três núcleos habitacionais da cidade - Jardim Vicente de Carvalho II, Indaiá e Boracéia - serão beneficiados.

"É importante salientar que a inclusão do município no Habitar Brasil-BID estava praticamente descartada, uma vez que documentos e informações sobre o projeto deixaram de ser enviados à Brasília nos últimos anos, e, graças ao empenho da nossa equipe, conseguimos reverter a situação", explicou o prefeito.

O programa pode ser considerado de vital importância para que o déficit habitacional de Bertioga - que hoje gira em torno de 4 mil moradias - seja reduzido. De acordo com o chefe da Seção de Habitação da Prefeitura, Sérgio Luiz Serra, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) vai destinar ao município R$ 9 milhões. "Recuperamos o tempo perdido e estamos agora atendendo às solicitações para colocar o projeto em prática o quanto antes. Dependendo de como o projeto for desenvolvido, esse montante poderá atingir a cifra de R$ 14 milhões".

Fundação vai ajudar Prefeitura

A Fundação Faria Lima irá prestar uma ocnsultoria à Prefeitura para a realizção do Diagnóstico Institucional, um aespécie de raio-X da real situação em que se encontram os três núcleos habitacionais. "É um diagnóstico da doença habitacional", exemplificoau o prefeito Lairton Goulart. O estudo engloba as ligações de água e esgoto, iluminação pública, pavimentação e as condições de moradia nesses locais.

Para o prefeito, além da importância de se diminuir a defasagem habitacional de Bertioga, o Habitar Brasil - BID possibilitará à Prefeitura urbanizar os núcleos habitacionais sem que haja a necessidade de se retirar os moradores de suas casas. "É óbvio, entretanto, que as pessoas que moram em áreas de 'preservação ambiental' precisarão ser removidas para outros locais, próximos às suas residências, para que possa ser efetuada toda a urbanização:.

O prefeito fez questão de destacar a importância de Bertioga fazer parte de um projeto como o Habitar Brasil - BID. "Se a cidade não tiver um planejamento, uma política habitaconal, corre sérios riscos de crescer desordenadamente. O projeto é tão pleno que possibilita aos moradores a aquisição definitiva da área, beneficiando, dessa forma, todas as famílias que residem em moradias irregulares", explica.

Invasões não serão toleradas

Apesar de Bertioga conseguir sua reinclusão no Habitar Brasil - BID, o projeto pode ser inviabilizado caso áreas de preservação ambiental e, principalmente os núcleos habitacionais que serão contemplados, sofram novas invasões.

Segundo o prefeito Lairton Goulart, o Diagnóstico Institucional, a ser realizado pela Prefeitura e pela Fundação Faria Lima (Cepam), dará uma noção exata do planejamento que se fará necessário para a execução do projeto. E, depois que isso for finalizado, não mais poderá sofrer modificações. sob o risco de a cidade ser excluída do programa. "Temos que manter a situação do jeito que está", disse o prefeito, em alusão às invasões.

Justamente por este motivo, o prefeito e alguns de seus secretários reuniram-se ante-ontem com representantes da Polícia Florestal com a finalidade de solicitar apoio na prevenção às invasões. Lairton ressaltou que também serão contempladas as famílias que já estão assentadas e cadastradas e que cada barraco novo atrapalhará os moradores.




Prefeito vai propor lei que beneficia cooperativa
Diário Oficial de Santos - 06/01/2001

Para possibilitar a construção de 400 moradias populares, dentro do programa de arrendamento social da Caixa Econômica Federal, o prefeito Beto Mansur vai encaminhar projeto de lei complementar à Câmara, alterando dispositivos da Lei Complementar nº 53. A iniciativa vai permitir a inclusão do terreno da Cooperativa Habitacional dos Servidores Municipais de Santos, no Jardim São Manoel, em Zona Especial de Interesse Social (Zeis) 2. Dessa forma, o terreno de 21.728 m², onde serão construídos 20 edifícios de 5 andares com 400 unidades, e ainda uma creche, deixa de pertencer à zona portuária (onde são proibidas construções residenciais) e se enquadra na legislação das Zeis, para moradias populares. Na quinta-feira à tarde, para discutir assuntos relacionados ao projeto da Cooperativa, estiveram reunidos na sala do vice-presidente da Câmara, Paulo Barbosa, representantes da Cooperativa e o diretor-presidente da Cohab, Frederico Karaoglan. Barbosa está dando apoio à cooperativa dos servidores, enquanto a Cohab e Prefeitura vão atuar como parceiros na agilização do projeto habitacional em andamento. A Cohab coordena a Comzeis - Comissão Especial de Zonas Especiais, que já se manifestou favoravelmente ao projeto. O presidente da Cooperativa, João Ferreira Neto acredita que, com a ajuda da Prefeitura, será possível iniciar a construção dos apartamentos em março. Serão unidades de 45 m², no valor de R$ 25 mil e serão financiados em 15 anos e carência de 3 anos, com prestações em torno de R$ 200,00, para servidores que recebem de 2 a 6 salários mínimos. Os juros da CEF giram em torno de 6% ao ano, bem menores que os juros praticados para outros tipos de financiamentos habitacionais, garante João Ferreira Neto.




Cohab vai dar quitação a 4.500 mutuários
Diário Oficial de Santos - 06/01/2001

Cerca de 4.500 mutuários de toda a região, que mantêm contratos de financiamentos habitacionais com a Cohab Santista, assinados até 31 de dezembro de 87, poderão obter quitação de 100% dos saldos devedores. A boa notícia foi confirmada pelo presidente da Cohab-Santista, Frederico Karaoglan, que estará convocando, a partir de 1º de fevereiro, os 500 proprietários de unidades habitacionais do Conjunto Dale Coutinho, 3 mil, dos conjuntos Humaitá e Tancredo Neves I, ambos em São Vicente, e mais 200 do conjunto Canto do Forte, na Praia Grande. “O benefício poderá ser requerido, mesmo que o mutuário tenha prestações em atraso. Nesse caso, o débito dessas parcelas será renegociado em até 24 parcelas”, explica o diretor administrativo-financeiro da Cohab, Cláudio Estevam Cavallini. A quitação dos contratos, que em média ainda teriam mais cinco anos de validade, está sendo possível, com base na Lei Federal 10.150, de 21 de dezembro, que facultou às Cohabs realizar descontos nos saldos devedores de financiamentos realizados por intermédio da Caixa Econômica Federal (CEF), desde que esses contratos tenham cobertura do Fundo de Compensação das Variações Salariais (FCVS). O montante dos débitos anistiados deve atingir cerca de R$ 90 milhões. “Mas, é sobretudo uma decisão que beneficia a população de baixa renda social”, analisa Cavallini, citando o empenho do prefeito Beto Mansur para que a medida fosse efetivada na região, via Cohab. A opção da Cohab Santista, conforme facultava a Lei 10.150, foi pelo desconto de 100% que equivale à quitação total do saldo devedor. Os mutuários deverão aguardar em casa a chegada da carta-convocação, que vai citar os documentos que deverão ser apresentados e as datas e horários de comparecimento na Cohab. “O objetivo é que esses 4.500 mutuários tenham um atendimento qualificado, obedecendo a um cronograma”, explica o diretor da empresa.

Moradores do Dique farão vistoria nas casas novas

Na quinta-feira, a Sabesp fez a interligação da rede de água à rede interna da Quadra 4 do Dique da Vila Gilda, executada pela Cohab, onde foram construídas 60 casas sobrepostas, prontas recentemente. Na segunda-feira, durante todo o dia, os futuros moradores farão uma vistoria em suas respectivas casas, sorteadas no dia 14 de dezembro último, acompanhados por engenheiros da Companhia. Todos que já assinaram os contratos receberão então as chaves e caso queiram, poderão iniciar pequenos acabamentos ou mudanças internas. Simultaneamente, a mão-de-obra da Cohab estará terminando a urbanização da quadra, com calçadas e jardins, inclusive nas áreas internas de circulação, que deverá estar pronta até o fim deste mês. Na assinatura dos contratos, as famílias receberam um manual com informações específicas para orientá-las, pois a construção dessas moradias é diferente das anteriores. Essas 60 novas casas foram construídas em alvenaria estrutural armada.




Habitação I
A Tribuna / coluna Dia a DIa - 04/01/2001

Depois da interferência direta do prefeito Beto Mansur e do vereador Paulo Gomes Barbosa (PPB), a Cooperativa Habitacional dos Servidores Públicos do Município de Santos finalmente conseguiu toda a documentação necessária para dar início à construção de 360 apartamentos, no Jardim São Manoel.

Habitação II
A Tribuna / coluna Dia a DIa - 04/01/2001

Com o apoio de Mansur, a Cooperativa também está viabilizando o financiamento para a obra, através da Caixa Econômica Federal. A entrega dos documentos será formalizada nesta quinta-feira, no gabinete do vereador.

Habitação III
A Tribuna / coluna Dia a DIa - 04/01/2001

Com investimentos estimados em R$ 10 milhões, o projeto também contempla a construção de uma creche para os filhos dos servidores. O financiamento será de 20 anos e o início das obras está previsto para março.




Empenhado I
A Tribuna / coluna Dia a Dia - 28/12/2000

O vereador reeleito Paulo Gomes Barbosa (PPB) passa os últimos dias empenhado em conseguir toda a documentação necessária para que a Cooperativa Habitacional dos Servidores Públicos do Município de Santos construa 360 apartamentos, no Jardim São Manoel.

Empenhado II
A Tribuna / coluna Dia a Dia - 28/12/2001

Barbosa garantiu ontem a esta coluna que já manteve vários contatos técnicos da Caixa Econômica Federal, agente financeiro do empreendimento, que esperam apenas documentos exigidos para liberar a verba que permitirá o início do conjunto habitacional.

Empenhado III
A Tribuna / coluna Dia a Dia - 28/12/2001

O vereador está convencido de que, cumpridas as formalidades legais, a construção dos 360 apartamentos possa começar em março.




Projeto prevê mudanças nas áreas de marinha

Um projeto de lei, que ainda depende de aprovação na Câmara dos Deputados, poderá reduzir pela metade o número de imóveis de Santos em área de marinha, segundo previsão do vereador Manoel Constantino (PMDB). Pela proposta, o limite de preamar (ponto médio das marés altas), calculado em 1841 e que define o trecho sob propriedade da União, será substituído por nova avaliação. Aprovado o projeto, os ocupantes desses terrenos — sob propriedade da União e sem relação com a Força Naval — poderão regularizar a posse de seus imóveis.

A proposta, de autoria do senador Paulo Hartung (PPS-ES), foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça, o que dispensou a apreciação no plenário do Senado. O próximo passo será a aprovação do projeto de lei na Câmara, o que poderá acontecer em 2001.

Se o projeto de lei for aprovado, os ocupantes dos terrenos de marinha (sob propriedade da União e sem relação com a Força Naval), poderão regularizar a posse de seus móveis.

Constantino afirma que 36% dos santistas residem em imóveis situados em áreas de marinha. As construções ficam em terrenos situados dentro de faixas de 33 metros calculadas a partir do mar ou de curso de água afetado pela maré. O problema é que pela legislação atual, os limites estão definidos pela preamar de 1841.

Esta preamar de 1841, lembra Constantino, provoca distorções. Por exemplo, moradores da Rua Itanhaém, no Chico de Paula, mesmo morando próximo ao morro, estão em área de marinha.

Como o projeto de lei prevê nova medição, Constatino acredita que a quantidade de moradores em áreas de marinha cairá pela metade. Entre os beneficiados estão os residentes no Chico de Paula, Rádio Clube, Bom Retiro, Caneleira e São Manoel, locais hoje secos e que antes eram atingidos pela maré.

O parlamentar, porém, não está tão otimista com o projeto de lei. A proposta prevê que o trecho que deixar de ser de marinha passará para os municípios. O valor obtido com a venda terá como destino exclusivo o abatimento de dívida pública ou capitalização previdenciária.

Segundo o vereador, se os moradores de área de marinha tiverem que pagar dívidas com o Governo Federal referentes a taxas de ocupação (anual) e laudêmio (sobre transações imobiliárias), não conseguirão regularizar a documentação.




Alteração permitirá construção de moradias
A Tribuna - 05/01/2001


A reunião realizada no final da tarde de ontem no gabinete do vice-presidente da Câmara, Paulo Barbosa (PPB), representou, na prática, o pontapé inicial no processo de alteração do Plano Diretor que promete ser uma das principais pautas do Legislativo em 2001. O presidente da Cohab Santista, Frederico Karaoglan, entregou ao vereador um parecer técnico favorável à alteração na classificação de uma área do Jardim São Manoel, permitindo, assim, a construção de 360 apartamentos em um terreno de 21.728 metros quadrados.

A alteração se faz necessária porque o Plano Diretor, aprovado em novembro de 1998, classificou a região onde está o terreno da Cooperativa Habitacional do Servidor Público Municipal como área para expansão portuária. Com o novo texto, a ser apreciado pela Câmara em fevereiro, a região volta à condição de zona especial de interesse social.

A mudança na classificação foi um exigência da Caixa Econômica Federal para concessão de um financiamento de R$ 10 milhões a serem usados na construção. Os apartamentos serão destinados a servidores com renda familiar entre dois e seis salários mínimos.

Cada apartamento custará R$ 25 mil e terá 47 metros quadrados, divididos em dois quartos, sala, cozinha e banheiro. As prestações durante a construção serão de R$ 60,00. Após a entrega dos imóveis, as mensalidades saltam para R$ 200,00. A obra deve começar em março e estará concluída em seis meses. O prazo de financiamento é de 20 anos.

Baixa renda ``O nosso objetivo era oferecer uma oportunidade para que o servidor de baixa renda pudesse adquirir uma moradia digna. Buscamos realizar a obra por um preço acessível para que sobre um pouco mais de dinheiro no orçamento do servidor a fim de que ele possa dar uma vida melhor para sua família'', explicou o presidente da Cooperativa, João Ferreira Netto.

``O desafio era retirar o servidor de áreas de risco e palafitas. Resgatamos o compromisso de que o servidor da Prefeitura venha morar em Santos'', completa José Francisco Carvalho Ramalho, membro do Conselho Fiscal da Cooperativa.

Mais casas Durante a reunião também foram definidos detalhes sobre a construção de outras 1.500 unidades habitacionais pela Cohab Santista em terreno de 160 mil metros quadrados localizado em São Vicente. Os imóveis também serão financiados pela Caixa que vai liberar cerca de R$ 37 milhões para a obra.

O público alvo são famílias com renda entre dois e seis salários mínimos. Como neste caso o empreendimento é de responsabilidade da Cohab, se faz necessária licitação para escolha da construtora, o que deve tornar o processo mais moroso. A expectativa é que as obras comecem no final de agosto.